5 cuidados com a saúde que todo vegetariano (ou não) tem que ter

Se enganou feio quem pensa que parar de comer carne ou reduzir o consumo de produtos de origem animal torna alguém automaticamente 100% saudável. Não, não.

Há muitas formas de pisar na bola quando o assunto é a saúde e os nossos hábitos. Ainda mais nestes tempos de quarentena, é muito fácil se jogar no pão e no macarrão por serem mais práticos e rápidos de consumir. Muitos vegetarianos, por exemplo, tendem a aumentar o consumo de queijo e frituras como batatas fritas e bolinhas de queijo apenas por não encontrarem substitutos adequados em restaurantes (aliás, já checou nosso post com dicas de como substituir a carne em uma refeição vegetariana ?)

Sem falar que, mesmo alterando nossos hábitos alimentares, ainda precisamos praticar exercícios no dia a dia para ficar plenamente em forma e com a saúde nos trinques. O supermédico dr. Eric Slywitch, no seu livro Virei vegetariano, e agora?, fornece várias dicas de hábitos saudáveis para todo mundo, seja vegetariano ou não.

1. Não fuja do médico – e nem da nutricionista.

Precisa explicar? Manter o acompanhamento médico em dia é a forma mais segura de sempre saber do que nosso corpo precisa, se nossa alimentação está equilibrada e se não temos nenhuma deficiência para suprir. As visitas à nutricionista são especialmente importantes quando fazemos uma mudança alimentar tão drástica quanto cortar a carne, alteração que muitas vezes nos deixa sem a menor ideia do que passar a comer. O mais aconselhável, ainda, é encontrar um profissional especialista em vegetarianismo, com quem você se sinta confortável para tirar dúvidas.

2. Aprenda a montar seu prato.

Todos os alimentos disponíveis na natureza possuem, em quantidades diferentes, carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Para montar uma refeição completa, o mais seguro é conhecer os grupos alimentares – cereais, alimentos ricos em proteínas, hortaliças, óleos e frutas. Segundo o dr. Eric, a proporção ideal é reservar metade do um prato para hortaliças e dividir a outra metade entre cereais e alimentos ricos em proteína, e finalizar a refeição com uma fruta de sobremesa.

3. Cuidado com a barriguinha!

Exercício, exercício, exercício. Treina, descansa, repete. Parece papo de médico, mas é verdade: praticar atividades físicas regulares é um dos melhores hábitos que podemos incluir na nossa rotina. Em seu livro, dr. Eric Slywitch aconselha uma ida ao médico antes de começarmos, pois “diferentes problemas de saúde pedem diferentes tipos de atividade física”. Ele ainda explica que “um educador físico pode elaborar um programa em conjunto com o médico em caso de necessidades específicas”. Antes se pensava que o tecido adiposo (leia-se “barriguinha”) era apenas um depósito de gordura no corpo, mas hoje sabemos que é um órgão que produz muitos hormônios que favorecem doenças como a diabetes, por exemplo.

4. Repense como você come e cuide dos suplementos.

Alou, B12! Vamos fazer um exame de sangue?

Ficar atento ao que costumamos comer e assegurar uma variedade grande de alimentos que forneçam o que nosso corpo precisa para funcionar bem (nutrientes, vitaminas, minerais e tudo) é fundamental para deixar a saúde em dia. Repensar nossos hábitos (e se vamos pela terceira vez na semana colocar aquela farofa pronta no prato) então, nem se fala. E vale reforçar: mesmo que a sua refeição costume ser a mais colorida, o melhor é dar uma passada no médico e checar se você precisa ou não de alguma suplementação para a dieta.

5. Apenas aprenda a cozinhar, ok?

Sério, quem inventou isso de que não saber cozinhar é cool? Nada mais longe da verdade! Afinal, quer coisa mais empoderadora e capacitante do que preparar seu prato preferido do zero, em casa e ainda por cima gastando muito menos do que num restaurante e saber exatamente os ingredientes utilizados?

Se o problema for a preguiça ou aquela sensação de que a tarefa é grande e o aprendizado, demorado demais, #ficaadica: você encontra nossos lindos livros de receitas veganas e vegetarianas tanto na internet quanto nas livrarias e em pontos alternativos pelo Brasil todo. Aprender a cozinhar pode ser muito mais divertido do que parece, pode ter certeza. E depois que você pega o jeito com aquela receita, dá uma vontade de fazer pra todo mundo. Se joga, Remy!