Pandemia e consumo de animais, por André Fronza

Se tem uma coisa que a pandemia trouxe para nossas vidas, além do pânico, é o excesso de informações.

Nessa overdose de notícias pouco se fala sobre os motivos dos surgimentos das pandemias.

A origem da covid-19 ainda é incerta, mas o mais provável é que o vírus tenha vindo de animais, morcegos ou pangolins, vendidos no mercado central de Wuhan (China).

Para saciar o apetite carnívoro da sociedade, animais silvestres são traficados para o consumo. Uma realidade não só da Ásia, mas do Brasil também.

Desmatamos áreas enormes para criar animais para abate (gados, porcos e frangos). E nisso o Brasil é campeão! 

Para piorar, muitos desses animais vivem concentrados, confinados, doentes e estressados, sem muita resistência aos vírus. A Gripe Suína e a Gripe Aviária são apenas alguns exemplos.

Derrubar florestas, expandir cidades e atividades industriais, também força os animais silvestres a terem contatos com humanos para sobreviverem, aumentando o risco de surgimento de doenças.

Fica cada vez mais claro que a exploração abusiva dos recursos naturais, e o maltrato ao seres não-humanos, é completamente insustentável.

É tempo de pensar sobre os danos causados por nós no planeta Terra.

André Fronza é designer por formação e vegetariano por convicção, Autor do blog Tempero Alternativo e do livro homônimo, acredita que através do consumo consciente e do veganismo podemos alcançar o bem-estar socioambiental. Este texto foi reproduzido com autorização do autor e publicado originalmente aqui.